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Desde o inicio da pandemia, muitas empresas tiveram a necessidade de adotar o home o office para manter suas atividades em funcionamento. As empresas relataram sua percepção sobre a adoção do home office, produtividade e expectativas de adoção após o final da pandemia.
Para tentar entender essa nova dinâmica no mercado, foram realizados quesitos extraordinários nas Sondagens Empresariais do FGV IBRE de setembro de 2021. Foram entrevistadas 4.000 empresas sobre o assunto, incluindo quesitos sobre os seguintes temas: adoção do home office; impacto na produtividade da empresa; e expectativas sobre a continuidade do trabalho remoto.
Em particular, no setor de serviços, 91,8% das empresas do segmento de serviços de informação e comunicação adotaram ou já adotavam algum tipo de trabalho remoto, enquanto nos serviços prestados às famílias apenas 34,2% das empresas o adotaram ou já o adotavam. Como tem sido apontado, a dificuldade de adaptação ao trabalho remoto foi um dos principais motivos a prejudicar o desempenho de determinados segmentos produtivos nos piores momentos da pandemia.
No resultado agregado empresarial, 21,6% das empresas observaram aumento e 19,4% redução da produtividade. Esse saldo positivo na percepção da produtividade foi registrado na indústria e em serviços. No comércio e na construção, há maior percentual de empresas que vêm observando queda na produtividade do que aumento.
O artigo de Barbosa Filho, Veloso e Peruchetti (2021) pode ser acessado no link a seguir:
https://ibre.fgv.br/sites/ibre.fgv.br/files/arquivos/u65/trabalho_remoto_no_brasil.pdf
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